Entenda como o aumento da taxa Selic influenciará o mercado imobiliário

Após seis anos de queda a taxa Selic (%) sofre aumento para 2,75 % no ultimo dia 17 de março. A medida é forma encontrada pelo Banco Central para controle da Inflação em vista que duas circunstancias vêm influenciando a decisão de aumento a primeira diz respeito à contas publicas em vermelho desde 2014 e a segunda reflexos do ano de 2020 e os impactos sofridos pela pandemia de COVID-19, gastos para socorrer estados, população economicamente vulnerável e empresas. Com a alta haverá impacto não apenas no mercado imobiliário como também em outras areas econômicas, cabe compreender a extensão desde impacto.

Relação taxa Selic X Inflação

Os economias buscam por meio da Selic e outras ferramentas equilibrar a saúde econômica do país, logo a definição de que taxa Selic alta é ruim e taxa Selic baixa é bom é uma definição relativa e existe razão para que seja aplicado aumento ou redução da taxa ao longo dos anos. Confira abaixo implicações em cada situação.

Se a taxa Selic Reduz

  • Os juros bancários caem e o crédito fica mais acessível;
  • A inflação sobe;
  • Os preços sofrem aumento.

Se a taxa Selic aumenta

  • Os juros de ficam mais altos para parcelamentos, concessão de crédito e cheque especial
  • Inflação diminui;
  • Os preços sofrem queda ou estabilização.

Reflexos do Aumento da Selic no Mercado Imobiliário

O ano de 2020 marcou o mercado imobiliário como o ano de recordes e tendências. Espaços maiores a maior quantidade de lançamentos sendo negociados e financiados, novas linhas de credito imobiliário e 2021 continuou com tendência de crescimento com DF emitindo 207 alvarás para novas obras de empreendimentos Imobiliários em Janeiro. Mesmo com o anúncio de taxa Selic à 2,75%, cenário permanece positivo para compra de imóvel, a razão é explicada por Bruno Gama, CEO da Credihome.

“A alta da Selic ainda não é significativa a ponto de impactar as taxas de financiamentos. E os juros continuam nos menores níveis da história. Além disso, o imóvel é um investimento de longo prazo. Há ciclos de aumento e queda de preços, mas a volatilidade não é muito grande”

Como apontado por Bruno é real o aumento nos juros devido ao aumento da Selic mas não a ponto de frear o mercado Imobiliário que já vem aquecido desde 2020. Além do fato de que a compra de um imóvel tornou-se investimento.

Segundo CODEPLAN em seu ultimo levantamento realizado em 2019, servidores Públicos representam 21,4% do trabalhadores no Distrito Federal isso indica que é uma fração da população que goza de estabilidade financeira e tem a possibilidade aproveitar o momento adquirir o imóvel novo ainda se aproveitando da taxa reajustada.

A previsão é que mesmo com aumento da taxa para controle de inflação o crédito imobiliário ainda será o modelo estratégico de captação de clientes pelo bancos visando fidelização por meio do financiamento para construir um relacionamento de longa duração com compradores de imóveis.


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